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20Mai

O Brasil das incertezas

 




Embora muitos achem que um impeachment seja normal e que podemos trocar de presidente todos os dias, a coisa não funciona bem assim. Logo após as denúncias contra o Presidente Michel Temer (PMDB), as bolsas de valores caíram drasticamente e a economia, que dava sinais de retomada de crescimento, ameaça despencar novamente, influenciando na vida de todos nós. O dólar disparou e a bolsa teve a maior queda em nove anos. Temer não tem apoio popular, desde que assumiu o governo federal sua imagem está arranhada, desgastada, principalmente graças aos movimentos feitos por aqueles que ajudaram a lhe eleger, os eleitores de Dilma e Lula, que não aceitaram a decisão do Congresso Nacional (Câmara e Senado) em afastá-la do cargo, diferente do que ocorreu com Itamar Franco em 1992, onde a maioria dos brasileiros queria Fernando Collor longe do Planalto. Pior que isso, Temer se sustentava no apoio político, mas este, aos poucos começa a dar sinais de implosão. Políticos de sua base já defendem a renúncia e até sugerem a Ministra do Superior Tribunal de Justiça, Carmen Lúcia, como um nome de consenso, até que haja uma nova eleição. Temer foi ontem a imprensa, fez um pronunciamento e disse que não renunciaria, porém, até quando ele se sustentará? Ninguém sabe, nem ele. Os petistas estão convocando os sindicatos e sua militância para ocupar as ruas e pedir “diretas já”, pois sabem que o seu possível candidato, o ex-presidente Lula, poderá levar vantagem neste cenário, enquanto o PSDB, principal partido de oposição ao PT nas últimas eleições está em parafuso, não sabe que nome apresentar numa possível disputa, já que suas principais estrelas estão envolvidas em escândalos, restando apenas o nome do estreante João Dória, prefeito de São Paulo, como alternativa. Os mais radicais falam em Jair Bolsonaro, que segundo as últimas pesquisas já teria cerca de trinta milhões de votos, em especial, dos descontentes com os esquerdistas e com os políticos tradicionais. O fato é que o cenário político atual está incerto, sem rumo, despedaçado.

 

Enquanto isso, na Paraíba...

 

O Deputado Estadual Bruno Cunha Lima (PSDB) deu uma declaração de que a oposição tem dois nomes fortes para as eleições de 2018, Luciano Cartaxo (PSD) e Romero Rodrigues (PSDB), prefeitos de João Pessoa e Campina Grande respectivamente, embora, segundo ele, os mesmos não sejam tão conhecidos como os Senadores Cássio Cunha Lima (PSDB) e José Maranhão (PMDB) no interior do estado. Lucélio Cartaxo (PSD), irmão de Luciano, endossou as palavras de Bruno, mas discordou de que o grupo do governador Ricardo Coutinho (PSB) não tenha um nome forte para a disputa, que não se deve subestimar o adversário e que a oposição deverá marchar unida já no primeiro turno das eleições em 2018.

 

E em nossa região?

As indefinições de nomes continuam para 2018, por enquanto não se sabe ao certo que rumo os prefeitos e lideranças irão tomar para o pleito vindouro, mas acho que estamos carentes de representação federal. Os nomes que se apresentam ou são de Campina, sertão ou litoral, deixado nosso “interiorzão” sem voz. Se olharmos bem a bancada, sentiremos isso na pele.